sábado, 23 de outubro de 2010

Teologando com duas teologias

José Geraldo Magalhães Júnior

Essa reflexão pessoal tem como objetivo destacar as duas linhas teológicas: a teologia da libertação e a teologia integral. Primeiramente precisamos entender que a teologia estuda o discurso, a imagem sobre Deus, pois ela não pode discutir Deus porque quando se discute sobre Deus, obviamente está discutindo sobre algo e, se transformarmos Deus em algo, isto é idolatria. Portanto, a maioria das teologias cai na idolatria.

Para entender a teologia é preciso de três elementos: a revelação, fé e razão. A teologia nasce de uma prática concreta de fé. Isso é Teologia da Libertação. Para se entender essa teologia, é preciso enxergar, refletir e agir (VER, JULGAR e AGIR); é uma prática da vida real das pessoas. Não se desenvolve ou se faz teologia desconectado da vida real. Em outras palavras o teólogo tem que ter experiência e não discurso.

A Teologia da Missão Integral é a comunicação e presença do Evangelho. Queremos dizer com isso que, essa teologia correlaciona comunicação e presença, sem colocar um sinal de igualdade entre essas realidades. A comunicação na Teologia da Missão Integral, tem seus desdobramentos sociais porque convoca as pessoas e comunidades ao arrependimento e ao amor pelos outros em todas as áreas da vida, além de ver o compromisso social como comunicação e presença, ela é a proclamação da boa nova que se dá por meio do testemunho da graça de Deus.

Um de seus pilares é a diaconia, que em seu sentido cristão significa serviço ao próximo. Diante da alegria pelo que Deus tem feito, ao abençoar as vidas, a Missão Integral propõe como resposta a promoção da diaconia. Nesse sentido, Missão Integral e diaconia são expressões que não podem vir separadas.

Percebemos a diaconia nas primeiras comunidades cristãs, que reflete os testemunhos de fé por meio da vida solidária (At 2.44-45; 4.32-35), já que, como disse Paulo, "se um membro sofre todos sofrem com ele" (1Co 12.26). O fundamento dessa ação solidária repousa nos ensinos e prática de Jesus Cristo. Por isso, para a Missão Integral, o amor a Deus só é possível se este alcança o próximo (1Jo 4.20).

Na prática, amar ao próximo consiste em propiciar dignidade humana e reintegração na sociedade (Mt. 9.35ss). Por seu ministério e morte, Cristo assumiu a fraqueza humana e sofreu o poder de morte do mundo para, então, superá-los. Assim, a Teologia da Missão Integral desafia ao testemunho do amor de Deus, enquanto ação solidária.

Essas duas linhas teológicas nos ajudam a refletir sobre as realidades das igrejas locais que padecem por uma falta de originalidade e criatividade. Para se trabalhar e desenvolver propostas reais na comunidade, o pesquisador Richard Niebuhr detaca:

Ser responsável é ser capaz e ser requerido a prestar contas de alguma coisa a alguém. A idéia de responsabilidade, com a liberdade e a obrigação que ela implica, tem seu lugar no contexto das relações sociais. Ser responsável é ser um ser na presença de outros seres, em quem se está vinculado e para quem se é capaz de responder livremente; responsabilidade inclui serviço ou cuidado com as coisas que pertencem à vida comum dos seres.

O homem terá de prestar contas a Deus, tanto das coisas boas como das más (Rm 14.12). Por essa razão, é necessário incluir nos membros das igrejas a mentalidade que a igreja é responsável. Segundo o pensamento de Niebuhr a comunidade universal tem membros, e a igreja universal está dentro dessa comunidade que deve prestar contas a Deus. A igreja só é igreja porque é de Cristo. Niebuhr aponta os três tipos de igrejas: Mundana, Isolada e Apostólica ou Pioneira.

Desta descrição geral da responsabilidade da Igreja nós nos movemos agora para a consideração de sua prestação de contas da sociedade. A natureza da última deve ser iluminada para nós de alguma forma se nós consideramos, antes de tudo, os caminhos nos quais a Igreja tem sido e pode ser socialmente irresponsável. Dois tipos de tentações parecem prevalecer especialmente na história: a tentação do mundanismo e a do isolacionismo.

As igrejas Mundanas e Isoladas são aquelas que o autor as chama de irresponsáveis, que se isolam em seus mundos sem prestar contas à sociedade. A mundana é calada, muda e recebe benefícios para si próprios. O que ele chama de igreja responsável é a Apóstola, Pastora e Pioneira. Porque apóstola é enviada a falar a pessoas e grupos. Já pioneira é aquela que vai à frente mostrando ao mundo as coisas a cerca de Deus. E Pastora é a que vê e cuida dos sofrimentos da sociedade. Esse seria um modelo adequado de igreja na sociedade.

Não podemos distorcer ou interpretar a missão da Igreja. Padilla trata questões em O Que É Missão Integral? Sobre o Evangelho de Jesus Cristo como sendo uma mensagem pessoal e, ao mesmo tempo, um Deus que se revela a cada indivíduo chamando-os pelo nome e um Deus com um propósito de abarcar todo o mundo. Existe uma falta de valorização das dimensões mais amplas do evangelho o que, de certa forma, tem gerado uma distorção da missão da igreja. O autor defende que “a obra de Deus em Cristo Jesus tem a ver diretamente com o mundo em sua totalidade, não meramente com indivíduo”.

Acreditamos que a ação social é o caminho e, o propósito da evangelização é conduzir o homem a uma reorientação de sua vida. E a salvação não é exclusivamente o perdão dos pecados, mas a transferência do domínio das trevas à esfera onde Jesus é reconhecido como Kyrios (Senhor) de todo o universo.

Temos percebido que essas atividades têm motivado os membros com atitudes concretas, pois não estamos indo à igreja somente para adorar a Deus, mas para promover a vida aqueles e aquelas que não tinham esperança. Isso é fazer teologia!


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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Acidente em Mina no Chile

Presidente do Chile reitera que irá investigar os responsáveis pelo acidente na mina
Essa foi uma semana histórica para todo o mundo. Os olhos da maioria estavam voltados para a história sobre os 33 mineiros que saíram vivos, depois de ficarem dois meses presos na mina de cobre e ouro, em São José, no Chile. Mesmo com o cenário positivo, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, reiterou que vai investigar o ocorrido. Segundo ele, é fundamental apurar o que houve e punir os responsáveis.

O acidente ocorreu no dia 5 de agosto, em uma mina localizada perto da cidade de Copiapó.Os mineiros trabalhavam a uma profundidade de cerca de 700 metros quando uma rocha desabou. Desde então, as autoridades chilenas não mediram esforços para resgatá-los, mesmo em meio a uma série de dificuldades geradas pelo terreno, pela vegetação e pelas condições climáticas da região.

Piñera fala dos próximos passos
Logo na primeira semana em que aconteceu o acidente o presidente Sebastián Piñera demitiu altas autoridades da agência reguladora do setor de mineração do Chile e prometeu uma grande reforma por causa do acidente na pequena mina de ouro e cobre, a 450 quilômetros da capital, Santiago.
Desde o início, Piñera deixou claro seu posicionamento: "Temos dito que, nesta matéria, não haverá impunidade, e eu quero enfatizar que as investigações, em matéria penal e civil já começaram, e nós vamos investigar as responsabilidades e punir os culpados", disse Piñera.
Segundo estatísticas, acidentes graves de mineração são raros no Chile, mas o governo disse que a mina de San José, que pertence à empresa privada local Compania Minera San Esteban Primera, já sofreu uma série de acidentes e 16 trabalhadores já morreram no local nos últimos anos.

Problemas
No início de agosto, a equipe técnica responsável pelo resgate dos mineiros já levantava  alguns questionamentos sobre o funcionamento da mina, que já tinha sido fechada três anos atrás por problemas de segurança.
Anton Hraste, ex-diretor regional do Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin) --que fiscaliza o trabalho de mineração-- disse que a jazida "nunca devia ter sido reaberta", depois que seu fechamento foi determinado em 2007 após a morte de um trabalhador.Em 2006, outro mineiro já tinha morrido trabalhando e no começo deste ano um trabalhador sofreu um acidente grave no qual perdeu uma das pernas.
O promotor Sabas Chahuán ordenou uma investigação para esclarecer como aconteceu o desmoronamento que deixou os 33 mineiros presos.
Só este ano, morreram 31 pessoas em acidentes de mineração, segundo dados oficiais do Sernageomin. De janeiro do ano 2000 a julho de 2010, faleceram em acidentes 403 mineiros no Chile.

Donos de mina no Chile vão responder a ação penal
A esposa de um dos 33 mineiros soterrados já anunciou que a família apresentará uma ação penal contra os donos do local e o organismo público que fiscaliza a segurança. "Não estou pensando na recompensa monetária, estou pensando nas pessoas responsáveis, não apenas os donos da mina, mas também as pessoas que não fizeram seu trabalho de fiscalizar", disse Carolina Narváez, esposa do mineiro Raúl Bustos, sobre as motivações do processo.
A demanda será apresentada contra dois sócios donos da empresa San Esteban, proprietária da jazida San José, onde no dia 5 de agosto um desabamento sepultou os trabalhadores vivos. Os empresários serão acusados de lesões, informou o advogado Remberto Valdés.
A ação judicial também inclui o Serviço Nacional de Mineração e Minas (Sernageomin), que autorizou a reabertura da mina um ano depois de um acidente com um trabalhador em 2007. O Sernageomin será acusado de prevaricação por "ter divulgado, em 2008, uma resolução injusta que significou a reabertura da mina San José", que havia sido fechada no ano anterior, disse Valdés.
Por Diana Gilli com informações da BBC News e Agência Brasil
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Religião: chave para dialogar com o povo - Frei Betto

Uma das principais referências da teologia da libertação no Brasil e com larga trajetória de lutador social ocupa lugar privilegiado para versar sobre o tema. Não por acaso, seu livro "Fidel e a Religião" (1986) teve importante papel, segundo próprio bispo cubano, para "tirar o medo dos cristãos e o preconceito dos comunistas". Indubitavelmente, a reconciliação entre a Igreja Católica e o governo revolucionário cubano deve algo a Frei Betto.

No Brasil, militante dominicano desde sua juventude na época da ditadura (1964-1985), contribuiu para a realização de acontecimentos históricos. Entre eles a fundação do Partido dos Trabalhadores, o PT, governo do qual chegou a formar parte em seu início com a eleição de Lula a presidência da república, em 2002.

Política, religião e comunicação. Na entrevista que segue Frei Betto, recorre a esses três pilares para nos deixar sua impressão sobre o atual momento político por que passa a América Latina.

- Como frei dominicano e militante junto às bases populares na época da ditadura brasileira, como avalia a importância da Igreja Católica para as lutas sociais na América Latina, especialmente no combate às ditaduras que assolaram a região durante a década de 60? De lá para cá, mudou o perfil da atuação social da Igreja?

- Nos anos 1960 e 1980 a Igreja Católica, renovada pelo Concílio Vaticano II e pela conferência episcopal latino-americana em Medellín (1968), teve papel preponderante nas lutas sociais na América Latina. Através das Comunidades Eclesiais de Base e do advento da Teologia da Libertação, decorrentes da "opção pelos pobres", muitos militantes foram formados pela Igreja segundo o método Paulo Freire. Em países sob ditadura, como Brasil e Nicarágua, essa formação resultou em opção revolucionária. Diria que, de certo modo, as eleições recentes de Lula, Correa, Evo, Funes e outros têm a ver com esse processo pastoral. Com o pontificado de João Paulo II e a queda do Muro de Berlim, iniciou-se a "vaticanização" da Igreja latino-americana. A Teologia da Libertação foi censurada; os bispos progressistas afastados; padres conservadores nomeados bispos etc. Hoje a Igreja Católica, embora abrigando grupos progressistas comprometidos com as causas populares, reflui na opção pelos pobres e busca situar-se numa suposta neutralidade frente aos conflitos sociais.

- Qual a ponte entre o cristianismo e a luta armada?
- Hoje, na América Latina, a luta armada só interessa a dois setores: fabricantes de armas e extrema direita. Governos como Lula, Chavez, Mujica etc demonstram ser possível realizar reformas estruturais pelas vias pacífica e democrática. Porém, a questão da relação cristianismo e luta armada está, em tese, equacionada desde o século XIII por meu confrade Tomás de Aquino. Em caso de opressão prolongada e sem outro recurso para se evitar um mal maior fora da resistência armada, então esta é justa e legítima. Nos anos 1960 e 80 isso se aplicava a países da América Latina sob ditaduras, o que explica os testemunhos de Frei Tito de Alencar Lima, Camilo Torres e tantos outros cristãos que participaram da luta armada. Esse mesmo princípio tomista levou João Paulo II a comemorar os 50 anos da vitória da resistência europeia contra o nazifascismo. E, como sabemos, a resistência atuou com armas.

- As lutas sociais latino-americanas incorporaram símbolos e princípios do catolicismo (como a Nossa Senhora de Guadalupe no México, as místicas do MST, etc.). É possível falar em alguma luta que seja genuinamente popular na América latina e que desconsidere a força do catolicismo e da religião?

- Que eu saiba não há nenhuma força política progressista na América Latina que apregoe o ateísmo e seja anti-religiosa. Desde que Fidel acentuou, na entrevista que lhe fiz em 1985 (livro "Fidel e a Religião") a importância da religião como fator de libertação, o preconceito praticamente terminou. Jamais haverá participação popular nos processos políticos latino-americanos sem incorporar a religiosidade do povo. Aqui a porta da razão é o coração e a chave do coração é a religião.

- Considerando essas questões, como interpretar o caso da revolução cubana? Como avalia a situação por que passa o país hoje?

- A Revolução cubana incorporou os valores religiosos do povo, tanto que teve líderes assumidamente cristãos, como Frank Pais e José Antonio Echeverría, bem como capelão, o padre Guillermo Sardiñas, que após a vitória mereceu o título de Comandante da Revolução. Hoje Cuba passa por um período de excelentes relações entre Igreja e Estado, a ponto deste permitir que a Igreja Católica faça a mediação que possibilita a libertação de presos de consciência.

- Que papel os movimentos sociais desempenham hoje na política latinoamericana? No Brasil, pode-se dizer que foram a maior herança de resistência e organização da época da ditadura?

- Sem os movimentos sociais a América Latina não estaria vivendo essa primavera democrática representada por Lula, Chávez, Funes, Mujica, Evo, Correa, Lugo etc. No entanto, ocorre hoje um refluxo dos movimentos sociais, muitas vezes porque suas lideranças foram cooptadas para aqueles governos. A queda do Muro de Berlim, a influência do neoliberalismo e das novas tecnologias, o advento da pós-modernidade, são alguns dos fatores que explicam a desmobilização dos movimentos sociais, embora alguns permaneçam ativos, como o movimento indígena e, no caso do Brasil, o MST. O movimento indígena, graças à eleição de Evo Morales, o primeiro indígena presidente, ganha autoestima e, devido ao tema ambiental estar em pauta, também relevância, sobretudo na proposta do BEM VIVER, nos ensinando que devemos aprender a considerar o necessário como suficiente.


- Quanto aos governos com origem na esquerda partidária e nos movimentos sociais que vêm se consolidando no cenário latinoamericano, é possível classificá-los como governos de esquerda?

- Não, são governos progressistas e, alguns, como é o caso da Venezuela, até explicitam o socialismo como projeto político. Mas também estão longe de serem governos de direita ou conservadores. Dentro de possibilidades reais, e não ideais, atuam em favor dos mais pobres e, sobretudo, desarticulam o poder político das oligarquias tradicionais, embora elas prossigam com muito poder econômico.

- Tendo acompanhado o partido e colaborado com o PT desde sua fundação, como o senhor avalia os 8 anos de governo Lula em relação à proposta inicial do partido? Como o senhor define sua relação atualmente com o PT e com Lula?

- Lula fez o melhor governo de toda a história republicana do Brasil. Permitiu que 19 milhões de pessoas saíssem da miséria. Estabilizou a economia. Mas não fez nenhum reforma estrutural e nem qualificou a saúde e a educação. Escrevi dois livros de avaliação do governo Lula: A MOSCA AZUL e CALENDÁRIO DO PODER (editora Rocco). Apesar das limitações, penso que é importante dar continuidade do governo do PT.

- Como jornalista e escritor, qual o papel da comunicação para a transformação social? A comunicação ainda é o Quarto Poder? Como enfrentar esse poder?

- A comunicação não é mais o quarto poder, é o primeiro. Vide o papel do marketing eleitoral nas campanhas políticas. Ocorre que os grandes veículos de comunicação se encontram em mãos da elite conservadora. Um dos desafios a serem enfrentados pelos setores progressistas é o de encontrar alternativas à comunicação controlada pelos monopólios poderosos.

- Esteve preso por 4 anos. Como essa experiência interferiu na sua vontade de lutar contra a ditadura e as injustiças sociais?

- Ao contrário, foi a minha militância por justiça social e contra a ditadura que me levou à prisão. Esta apenas reforçou minha decisão de estar sempre ao lado dos oprimidos, ainda que aparentemente eles não tenham razão.

- O senhor já escreveu mais de 50 livros, em quantas línguas já foi traduzido? Qual dos seus livros recomenda para nossos leitores que queiram conhecer melhor o Frei Betto?

- Minhas obras já foram traduzidas em 32 idiomas e 23 países. Para o leitor latinoamericano sugiro obras em espanhol editadas em Cuba: Fidel y la religión; La obra del artista - una visión holística del Universo; Un hambre llamado Jesús (novela). E deve sair em breve La mosca azul.

(Publicado em Brasil de Fato, Edição 394 - de 16 a 22 de setembro 2010)
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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dr. Eddie Fox conta um pouco de sua trajetória


O melhor evangelista de todos os tempos cedeu uma entrevista ao Expositor Cristão e disse que não pensa tão cedo em aposentadoria.


O Expositor Cristão entrevistou com exclusividade o Dr. H. Eddie Fox durante sua passagem pelo Brasil (17 a 24 de agosto). Fox ministrou no Seminário Metodista Internacional de Evangelização, promovido pelo Instituto Mundial de Evangelização da Igreja Metodista.


Dr. H. Eddie Fox tem atuado desde 1989 como Diretor de Evangelismo Mundial, o Conselho Metodista Mundial e como o Diretor Executivo (1992) do Instituto Metodista de Evangelismo Mundial. Ele é responsável por liderar 16 Secretarias Regionais de Evangelismo Mundial no desenvolvimento de evangelização indígena em todos os continentes.


As pessoas lhe conhecem como o melhor evangelista da Igreja Metodista. Qual é o seu sentimento sobre isso?


Bom, eu penso que esse é um comentário que as pessoas fazem, talvez seja porque eu seja um dos mais conhecidos. Eu tenho tido o privilégio nesta igreja de estar com o nosso povo em vários países. Então eu realmente conheço o povo metodista e eles me conhecem. E isso é muito, muito maravilhoso. Poder dividir o Evangelho com as pessoas pelo mundo inteiro. Por exemplo, aqui no Brasil, eu não sei quantas vezes já estive aqui, mas é um lugar muito especial em meu coração. Eu já estive em São Paulo, claro, Manaus e no Rio de Janeiro um monte de vezes.



Você está no comando de 16 Secretarias Regionais de Evangelismo Mundial no desenvolvimento de evangelização indígena em todos os continentes. Como é esse trabalho?


Nós criamos uma rede de liderança pelo mundo. Três são da África, três da Europa, três da Ásia, três da Oceania, três das Américas e na América do Sul, quem comanda é o bispo Paulo Lockmann e está servindo de forma maravilhosa. Ele é muito capacitado. Ele com certeza é um dos maiores líderes que nós temos no mundo todo. Essas 16 secretarias se encontram ano a ano para planejar como irmãos os próximos trabalhos no mundo todo, afinal de contas o Metodismo trata-se de duas coisas: uma obra e uma família.



Então a melhor notícia ainda é Jesus Cristo?


Nós acreditamos que Jesus é a Boa Nova e que o Cristianismo tem a ver com Cristo e nós estamos aqui para compartilhar essa boa notícia, especialmente para os mais jovens. Nós acabamos de ter uma Conferência de Evangelismo na Coreia e nós tivemos a presença de 450 jovens na faixa de 20 anos. Tivemos a presença de pessoas jovens de 43 países diferentes. Foi uma tremenda experiência e pessoas foram salvas.


Eu fico tão empolgado quando vejo esses jovens adultos interessados em pregar as Boas Novas e em Jesus Cristo. Eu e eles somos realmente apaixonados por Jesus e por esse trabalho.



Você pensa em aposentadoria?


Aposentadoria não está na Bíblia. Você não tem esse tipo de assunto lá. Eu me sinto tão bem fazendo o que faço. Claro que eu nem sempre terei uma disposição física, mas eu sempre serei uma testemunha sobre o que Jesus Cristo fez na minha vida. Enquanto eu tiver fôlego, eu pregarei a todos sobre a salvação. Eu usarei minha boca para pregar as boas novas.


Diana Gilli e José Geraldo Magalhães Jr.
Foto arte: José Geraldo Magalhães Jr.

Fonte: Expositor Cristão / setembro 2010 / p.14
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O "Sim" de Deus

Por José Geraldo Magalhães Jr.

Ontem, 21, aconteceu no Espaço Metodista 24h, o culto Evangelístico com a participação de membros de várias Igrejas. Na ocasião, evangelistas, pastores e pastoras realizaram às 15h, nas proximidades da Rua Major Diogo, o evangelismo pessoal convidando pessoas para o culto da noite às 19h30. A mensagem com o Dr. Eddie Fox (na foto acima a direita, e o intérprete, Dr. L. Wesley de Souza à esquerda) impactou várias pessoas que visitaram e decidiram entregar suas vidas à Jesus.

Fox leu o texto de II Co 1.18-22 e enfatizou em sua mensagem que “em Cristo Jesus, todas as promessas de Deus tem um sim anexado. Eu não prego para uma decisão, Deus é quem decidiu e a resposta é sim. Não votamos isso nos Concílios Gerais, essa parte não é negociável”. Com seu jeito bem humorado, Fox contou a seguinte parábola: “Três caipiras iam para um Seminário e quando chegaram ao hotel não tinham suas reservas. Mas como? Eles pagaram antecipado e não realizaram suas reservas? Eles falaram, então, com o gerente do hotel. A organização do seminário chegou seguinte conclusão: ‘vamos colocar esses três caipiras na Suíte Presidencial’, que ficava no 50º andar. Na suíte eles encontraram, TV’s grandes, lustres, comida de toda qualidade, banheiros com hidromassagem... Não conformados, eles ligaram para as esposas e disseram: ‘nós estamos bem. Estamos na Suíte Presidencial’.

Depois que ligaram para as esposas, eles resolveram sair para dançar e se divertirem na noite. Ao retornarem ao hotel, o porteiro disse aos caipiras: ‘Não tenho uma notícia muito boa para dar a vocês. O elevador quebrou, mas tenho duas opções: ou vocês podem dormir aqui na recepção ou terão que ir pelas escadas mesmo’. Eles olharam um para o outro e disseram juntos: ‘pelas escadas’.

Um deles teve uma brilhante idéia: o primeiro iria contar piadas até o 17º andar; o segundo iria contar histórias de horror do 18º até o 34º andar e, por fim, o terceiro iria contar histórias tristes até o 50º. Tudo estava indo bem! Eles riram bastante até o 17º, sentiram medo até o 34º e também ficaram tristes, mas quando estavam no último andar, o terceiro caipira disse: ‘para terminar vou contar essa última que é pequenininha, mas é boa... ESQUECI A CHAVE LÁ EM BAIXO’”.

Fox, além de arrancar risos dos congressistas, enfatizou que “a chave tem nome e é Emanuel, Messias, Jesus e Senhor. A história mais triste hoje em São Paulo é ter esquecido a chave quando as pessoas vão para suas casas. As pessoas gostam da graça, mas não gostam da verdade. Em Cristo Jesus todas as promessas de Deus têm um sim. A última promessa de Jesus feita aos discípulos foi pedir que eles voltassem para Jerusalém e aguardassem a descida do Espírito Santo”. E completou: “Se a Igreja Metodista no Brasil é viva, ela precisa estar aberta para o poder e unção do Espírito Santo de Deus. Sem unção não há testemunho e conversão”.

O Dr. Fox também compartilhou sua experiência vivenciada em Cuba, pois a Igreja Metodista se multiplicou em apenas 10 anos. O governo cubano não queria que os metodistas construíssem templos. “Então a solução foi construir casas para os irmãos se reunirem. Eles tem 900 casas que são utilizadas para as reuniões e cultos”. Certo pastor, também telefonou para Fox solicitando ajuda para comprar bicicletas para os pastores usarem em suas visitas pastorais. “Consegui 500 bicicletas e a maioria delas foi doada às crianças. Fui, então, convidado para ir à Cuba no Natal para dedicar as bicicletas. Primeiro demos um nome: evangebyke. Tive que procurar muito para encontrar um texto bíblico que falasse de bicicletas. Meu texto foi o de Ezequiel: ‘O Espírito está nas rodas’”, disse arrancando risos da plenária. Segundo Fox, essa história também foi contada na BBC de Londres. Ele conta que “o Espírito esta nas rodas, mas também nos pastores e pastoras, nos leigos e leigas e por isso eu oro para que o Espírito de Deus habite em você” finalizou.
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