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sábado, 10 de setembro de 2011

Uma interpretação exegética do Salmo 37

Entrega teu caminho ao Senhor...
O Salmo 37 tem sido usado para justificar a teoria da prosperidade. Segundo essa teoria, o justo, isto é, o crente fiel não passará fome. Eu já vi e ouvi pessoas abastadas justificarem suas recusas em ajudar o semelhante com este texto.

Será que este texto pode ser tomado para essa finalidade? Esta é uma questão importante para o testemunho da igreja. Vamos entender e interpretar o Salmo 37?




Eis que!
Javé apoiará sua mão.
Jovem já fui,
também envelheci;
mas não vi um justo ser abandonado,
e sua descendência procurar pão (Sl 37,25).

Vamos interpretar o verso 25.

(1) Não se pode isolar o verso 25 dos demais versos do Salmo 37.
(2) É preciso entender o momento de vida que o salmista passava ao compor esta poesia.
(3) Havia um conflito entre justos e injustos nos dias do salmista. Esse conflito trazia-lhe muita preocupação. Este assunto é muito comentado em outros textos:

... invejei os arrogantes, vendo a prosperidade dos malvados (Sl 73,3).

Por que prospera o caminho dos malvados?
Por que os apóstatas estão em paz? (Jr 12,1b).
Socorro, Javé! Não há mais homem fiel!
A lealdade desapareceu dentre os filhos de Adão (Sl 12,2).
O autor do Salmo 37 também estava preocupado com a aparente vida vitoriosa dos arrogantes, presunçosos e orgulhosos de sua condição social.

Não te irrites por causa dos maus,
Nem invejes os que praticam injustiça (Sl 37,1).

O conflito, que o salmista está descrevendo, tem dois grupos em duelo:

(1) De um lado, o salmista usa, doze vezes, um adjetivo para caracterizar o grupo adversário: raxa´, malfeitor. menciona (v. 1a e 9) a existência dos mere´im, imprestáveis, ruins, nocivos, perigosos, mesquinhos (da raiz ra´a´); ele também menciona a presença dos que ´asah ´awelah, os que fazem perversidade ou produzem o erro (v.b) e daquele que fabrica plano vil, mezimah (v. 7b).

(2) Do outro lado estão os sadikim, justos (v.12.16.25.29.32.39), o `ebion, empobrecido (v.14), o yaxar, correto, honesto (v.14. 37), os hasidim, bondosos, piedosos (v.28) e o tam, íntegro (v.37). O salmista descreve a ação dessas pessoas desta forma:

- confiam em Javé, fazem o bem e apascentam a fidelidade (v.3);
- depositam alegria em Javé (v.4);
- deleitam com paz abundante (v.11)
- recebem apoio de Javé (v.17);
- Javé conhece os dias dos íntegros (v.18);
- os justos não se envergonharão nos dias maus/fome, porque Javé os saciará (v.19);
- os justos se compadecem e dão (v. 20);
- Javé firma os passos do jovem geber (v.23);
- Javé sustenta os jovens pela mão (v.24);
- Javé não deixa sua descendência mendigar o pão (v.25);
- a descendência do jovem é uma bênção (v. 26);
- Javé dará habitação para sempre (v.27);
- Javé jamais abandona os seus fiéis (v. 28);
- os justos possuirão a terra e habitarão nela para sempre (v.29);
- a boca do justo medita sabedoria e fala o direito (v.30);
- o justo tem no coração a instrução e os seus passos nunca vacilam (v.31);
- há uma posteridade para o homem pacífico (v.37);
- a salvação e a fortaleza nos tempos de angústia vêm de Javé (v.39);
- Javé ajuda e liberta os justos (v.40).

Assim, a afirmação - não vi um justo ser abandonado, e sua descendência procurar pão (Sl 37,25) - tem que ser lida, entendida e interpretada à luz do sustento, apoio, cuidado e ajuda de Deus ao justo.

Conseqüentemente,

(a) ser justo não é um título conquistado através do cumprimento de certas formalidades;
(b) ser justo é conseqüência da prática de fé; não importa a riqueza ou a posição social.
(c) o justo não é abandonado ou mendiga pão por seus próprios méritos, mas porque Deus o sustenta.


Assim afirma Isaías:

Ele faz forte ao cansado,
E multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.
Os jovens sse cansam e se fatigam,
e os moços de exaustos caem,
mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças,
sobem como águias,
correm e não se cansam,
caminham e não se fatigam (Is 40,29-31).

Colaboração das aulas de exegese na Faculdade de Teologia da Igreja Metodista co o professor, Dr. Tércio Siqueira.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A Voz de Deus


INTRODUÇÃO:
Título: Depois da tempestade vem a bonança;
Texto: Salmo 29;
Assunto: A Voz de Deus;
Tema: Tempestade

Há onze anos um pastor metodista em Jacarezinho, Rio de Janeiro, estava em uma vigília de oração em sua comunidade e, segundo ele, por volta das 23h30 enquanto o Ministério de Louvor conduzia à igreja em adoração, um irmão de sua comunidade disse ao pastor que uma pessoa ira ser assassinada a poucos metros dali. Mais que depressa o pastor saiu entre becos e vielas para falar com o traficante e impedir a morte daquele rapaz que estava envolvido no mundo do tráfico. Vocês Devem ter lido esse testemunho que foi publicado no Jornal Expositor de janeiro de 2009, mas o que me chama atenção é como aquele pastor ouviu a voz de Deus em um momento tão precioso na vida daquele jovem.
Aliás o Salmo 29 está relacionado com a voz de Deus. Esta voz esteve sempre presente na vida do ser humano. Podemos exemplificar melhor se recordarmos o texto da Criação: "Disse Deus: Haja luz" (Gn 1,3); "Haja firmamento" (v.6); "ajuntem-se as águas debaixo dos céus em um só lugar ..." e , após o homem Criar, Adão (Adam humanidade) experimentou a voz de Deus bem de perto quando o Senhor disse: "Onde estás?" (Gn 3.9c).
Elias também ouviu a voz de Deus de uma maneira bem suave... Por outro lado, o NT relata que Saulo teve que ouvir: Saulo? Por que me persegues?
Esta porção descritiva do Salmo 29, principalmente os versículos 3-9 relata uma tempestade vinda das águas do mar ocidental que atravessou colinas cobertas de florestas do norte da Palestina, chegou aos lugares áridos de Cades nas fronteiras de Edom। Esse fenômeno é apresentado como uma sinfonia de louvor ao Criador e não como uma demonstração de poder natural.

Este Salmo pode ser melhor interpretado se for dividido em três etapas, ou seja:
O antes da tempestade (v. 3-4),
O durante uma tempestade (v.5-7) e,
O Depois da tempestade (v. 8-9).
Nesse episódio narrado pelo salmista, mituram-se a força ea Glória do Senhor representados pelos filhos de Deus (v. 1-2) que se prostram em adoração ao Criador. Os VV. 1 e 2 dizem: 1 Tributai ao Senhor, filhos de Deus, tributai ao Senhor glória e força. 2 Tributai ao Senhor a glória DEVIDA ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade.

De acordo com o Salmo 29 A Voz de Deus é representada em forma de uma tempestade, assim, três desafios podemos aprender neste Salmo.

DESENVOLVIMENTO:


O primeiro desafio é ...
I-Ouvir a voz de Deus antes da tempestade (3-4)
a. O v. 3 Onde se lê: "Ouve-se a voz do Senhor ..." A palavra em hebraico tem voz QV קל o significado de: um som, ruído ou chamar em voz alta. Esses expressam significados como o salmista quis enfatizar a voz de Deus. Essa Aproximação da tempestade relatada nos VV. 3 e 4 é apresentada repetidas vezes pela palavra QV (voz) aparece que no texto sete vezes.
b. Nós sabemos os estragos que uma tempestade é Capaz de Fazer. Presenciamos isso No final do ano, onde SC, MG e RJ vivenciaram situações de verdadeiras tempestades. Muitas pessoas lutam para reconstruir suas vidas! Mas ea tempestade que não vem Através de Água, TROVOADAS e Relâmpagos? Refiro-me aos problemas que enfrentamos como irmãos (as), como igreja, instituição, famílias? Como Atravessamos essa tempestade? Através da oração, ou seja, fazer ouvir e falar com Deus.

Transição: Além de ouvir a voz de Deus antes da tempestade é preciso um segundo desafio que é ...
II-Ouvir a voz de Deus durante uma tempestade (VV 5-7)
a. A poderosa palavra não v। 4 expressa uma nova fase, ou seja, chegou uma tempestade! Isso é no Expresso v. 5 e 6 lemos que. Neste momento galhos de grandes árvores são sacudidos e despedaçados por ventos que deixam os troncos esqueléticos, pelo menos é o que nos dar a entender não v. 6: 6 Ele os faz saltar como um bezerro, o Líbano eo Siriom, como bois selvagens.

As vezes Deus se cala em plena tempestade। Quando o povo de Israel esteve exilado Ele se calou por 70 anos. O profeta Jeremias chegou profetizar por 23 e nada mudava, mesmo sendo chamado para arrancar, derribar, plantar e destruir. Davi chegou a fazer cinco perguntas a Deus no Salmo 13: Até quando, senhor? Ocultarás de sempre para mim? Até quando meus inimigos se levantarão contra mim? (...)

b. Quando estamos diante de um tempestade normalmente nos refugiamos até a chuva passar, correto? Mas, às vezes não dá para esconder e é preciso enfrentá-la. Para que isso venha ocorrer é preciso de oração para que possamos sair ilesos. É Através da oração e da Palavra que é a voz de Deus que conseguimos ouvir Deus falar conosco.
Transição: No entanto, além de ouvir a voz de Deus antes e durante uma tempestade, é preciso um terceiro desafio que é ...
III-Ouvir a voz de Deus depois da tempestade (v 8-9)
a. De acordo com os VV। 8-9 uma tempestade chegou ao fim! Pelo menos entendo que no deserto não chove, certo? Neste momento o deserto que está distante e que é abalado, como DRAM assustadas corcas CRIA prematuramente ea chuva bosques desnudou os (v.9). Com tantas árvores arrancadas uma impressão que nos dá é de perplexidade. Porém, os filhos de Deus, não relatados v. 1 do Seu dizem Templo "Glória porque" a Voz de Deus fez tudo isso.

b. Esses três desafios de ouvir antes, durante e depois da tempestade, refletem nenhuma imagem um salmo de Força e Glória, de enxurradas alimentadas pela chuva, de floresta destruída sem folhas e galhos que são sacudidos pelo vento forte a ponto do salmista compará-los aos bezerros saltitantes.

Transição: Concluindo ... O salmista termina enfatizando a. ..
Conclusão:Bonança de Deus após uma tempestade (v.11)

No final daquele testemunho do pastor de Jacarezinho, que ele diz como pessoas perguntaram se ele não teve medo. Ele disse que sim, mas ao mesmo tempo foi tomado pela presença de Deus que o levou a falar com os traficantes.

O salmista conclui dizendo que o Senhor dá força ao seu povo e os abençoa com paz। A primeira palavra do Salmo Tributai, que também pode ser traduzida por daí, e conclama à adoração, a Paz última, indica a vontade de Deus em nos abençoar.

As vezes esperamos Deus falar conosco de uma forma estrondosa, mas Deus pode nos revelar como fez com Elias, ou se calar como fez aos profetas, a Davi ...
Esse três desafios de ouvir Deus antes, durante e depois da tempestade, nos levam um dar glórias a Deus, mesmo quando pensamos não ter saída para uma tempestade, ou quando Deus se cala diante das dificuldades enfrentadas como Igreja, Instituição ou nossa vida particular.
Que Deus nos ajude!
José Geraldo Magalhães Júnior
PR. Jardim Ipê, a SBC

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