Mostrando postagens com marcador Livros históricos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros históricos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Gaditas: eles são pela guerra

Várias igrejas evangélicas, inclusive algumas metodistas, têm destacado textos bíblicos que citam a antiga tribo dos gaditas como inspiração para a espiritualidade dos dias de hoje. É importante, no entanto, conhecer a história da tradição dessa tribo.



O adjetivo gadita vem do nome Gad, uma palavra semítica ocidental. No Antigo Testamento, a raiz gd foi usada com dois significados:



1) Como nome próprio: Gad era um dos filhos de Jacó e Zelfa (Gn 30,10-11), que viria a dar o nome da tribo de Gad, que se estabeleceu a oeste do rio Jordão, cuja extensão ia do rio Arnon até ao sul do lago Quinerete (Tibérias). Localizada fora de Canaã, essa tribo estava em constante conflito com os povos fronteiriços. Daí as suas qualidades guerreiras, exaltadas nas bênçãos de Jacó (Gn 49,19) e de Moisés (Dt 33,20-21).



2) Gad também tinha o significado de "fortuna" ou "sorte". Alguns estudiosos sugerem que o termo gad tem seu significado nas palavras de Lia: E disse Lia: bagad, Afortunada! E chamou o seu nome Gad (Gn 30,11; conforme Is 65,11).



O uso da palavra gad com o sentido de afortunado era, provavelmente, o mais corrente. No âmbito secular, a palavra gad é usada como uma interjeição, ou seja, uma expressão para demonstrar um sentimento, como "Que sorte!", conforme Gn 30.11. O autor deste texto fornece um valioso testemunho que pode apontar p ara o significado mais correto e original desta palavra que é sorte. Nesse caso, a palavra gad perde toda a força teológica. A sorte, segundo a Bíblia, não tem muito a ver com a ação de Deus.




Uso religioso da palavra Gad.
Gad é um deus cananita. O livro de Isaías menciona o nome gad referindo-se a uma divindade. Mas quanto a vós que abandonais a Javé, que vos esqueceis do meu monte santo, que preparais uma mesa para gad, que ofereceis misturas em taças cheias a Meni (Is 65,11).



Gad era também o nome de um profeta. Antes de se tornar rei de Israel, um profeta com o nome de Gad atuou condenando o censo do povo (2Sm 24,10-17; 1Cr 21,7-17), recomendando a construção de um altar (2Sm 24,18-25; 1Cr 21,18-32) e participando da organização do culto levita (2Cr 29,25-29).


O significado teológico de Gad
Há, possivelmente, duas possíveis vertentes do significado de gad que passaram para a história bíblica. Provavelmente, a palavra gad ganhou relevância em vista do seu significado, sorte. É sabido que o conceito de prosperidade, como sucesso financeiro, trouxe preocupação aos profetas bíblicos. Essa idéia exerceu uma forte pressão na teologia bíblica, conforme as preocupações do profeta Jeremias (12,1-6) e do salmista (Sl 49). Vivendo entre povos que acreditavam na manipulação dos deuses, para obter sucesso e prosperidade na vida, os líderes israelitas tiveram grandes dificuldades para instruir o povo sobre a inutilida de dessa crença, entre os israelitas.
Entretanto, o significado de guerreiro é, certamente, a caracterização que mais exerceu pressão junto ao povo, no período pós-exílico. Essa caracterização tem sua base na "bênção de Jacó" (Gn 49,19). Todavia, na "bênção de Moisés", a fama de tribo "guerreira" deixa de ser, assim, caracterizada, e passa a ser "forte e destemida" como uma leoa: E para Gad ele diz: Bendito aquele que dá espaço a Gad! Como uma leoa, ele habitará; E destroçará o braço e o alto da cabeça. E ele verá as primícias para si. Eis que! Lá estava escondida a porção do legislador, E ele veio a ser cabeças do povo, A justiça de Javé ele fará, E os seus julgamentos (para) com Israel (Dt 33,20-21). Na "bênção de Moisés", a tribo de Gad perde o nome de guerreira, mas não deixa de ser valente na defesa dos seus interesses. Sua luta tem a ver com a justiça do Senhor, isto é, ação de Deus que salva e traz bem-estar para o povo.




A re-significação do nome Gad no período grego
Apesar da tribo de Gad ter desaparecido, a tradição gadita renasceu no período pós-exílico, na Obra Historiográfica do Cronista, que reúne os seguintes livros: 1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias. Esta é uma obra de redação tardia que dá elevado destaque a Davi. Vivendo num cenário totalmente desfavorável - seja político e econômico ou social e religioso - os judeus concentravam os seus sonhos no messias forte e guerreiro para superar todas as adversidades impostas pelos gregos. Davi é "homem de Deus" (2Cr 8,14), modelo de fidelidade (2Cr 7,17).



Carecendo de valores materiais e força espiritual para superar as limitações, o Cronista re-escreveu a história de Israel até os dias de Esdras. É tempo de buscar e valorizar os grandes nomes do passado: a figura de Aarão é resgatada e transformada em símbolo dos sacerdotes e Davi é transformado no ideal do homem piedoso. Isso incentivou os defensores da guerra a buscarem, no passado, a indomável figura dos guerreiros gaditas. Partidário dessa idéia, o cronista assim escreveu: Eram heróis valorosos, homens de guerra prontos para combater que sabiam manejar o escudo e a lança. Tinham o aspecto de leões e, quanto à agilidade, pareciam gazelas das montanhas... Esses eram filhos de Gad, chefes de batalhão; um correspondia a cem, se fosse pequeno; a mil se fosse grande... (1Cr 12,9-16).



Conclusão
Na literatura do Antigo Testamento (e também no Novo Testamento), a tribo de Gad não desempenhou um papel significativo na história e na teologia bíblica. Apesar de ser qualificada como uma tribo guerreira (Gn 49, 19), Gad foi derrotada pelos amonitas, em meados do século IX AC, desaparecendo-se do cenário histórico.

A razão pela qual o Historiador Cronista resgatou a figura dos gaditas pode ser vista de vários ângulos. No período pós-exílico também foi recuperada a figura de Aarão. Seus descendentes assumiram o controle do Segundo Templo. Contudo, é fundamental que o intérprete da Bíblia leve em consideração pelo menos dois detalhes esclarecedores: (a) A editoração da Obra Historiográfica do Cronista deu-se, provavelmente, no século III aC. (b) Dentro de sua hermenêutica, a vitória do povo de Deus viria somente através de uma batalha que incluía, entre outros elementos, a força espiritual. É sabido que Israel não mais se ergueu como nação.



Destaco que nessa mesma época um crente javista escreveu uma poesia que se transformou num hino dos peregrinos que iam periodicamente às festas, em Jerusalém. Há muito que habito com o que odeia a paz. Eu sou pela paz.... Eles são pela guerra (Sl 120,6-7). Diante da opção pela volta dos guerreiros, como os gaditas, o livro de Salmos registra esta opinião contrária: Eu sou pela paz.... Eles são pela guerra.



A sociedade e parte das comunidades evangélicas estão produzindo nos jovens uma mentalidade de sucesso a todo custo, com forte incentivo à violência. Será que a idéia dos "guerreiros gaditas" é o melhor modelo de espiritualidade para os dias de hoje? Os evangelhos silenciam sobre a opção "gadita".



Texto adaptado da pesquisa feita pelo pastor Tércio M. Siqueira, professor da área de Bíblia, da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo.



Continue Reading...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

(Des) construindo - Ne 4.1-9

(Des) construindo uma vida restaurada na presença de Deus
José Geraldo Magalhães Júnior - 26/09/2008

INTRODUÇÃO:

Texto: 4.1-9; 6.15; 7.5-10
Exórdio: Ao adquirirmos uma propriedade, se ela ainda não é cercada, murada, a primeira providência é erguer um muro para protegê-la contra os invasores e saqueadores. Alguns chegam a colocar cerca elétrica ou pedaços de vidros, alarmes para garantir uma maior segurança do patrimônio. A palavra muro vem do latim muru que significa: 1. Parede forte que circunda um recinto ou separa um lugar do outro. 2. Defesa, proteção. Nós tomamos a providência recentemente de proteger nossa igreja aumentando as grades, certo?

Explicação: É sabido de todos nós que uma das seguranças que o povo de Israel se utilizava para proteger-se, eram os muros. No entanto, Jerusalém fora destruída no ano 580 a.C. Nossa reflexão nesta noite, parte do princípio que tanto Neemias como Esdras desejavam fazer da reconstrução dos muros de Jerusalém, não apenas proteger a cidade, mas um símbolo da restauração espiritual da vida do povo. Assim, de acordo com o capítulo 8 versículo 8, eles “leram no livro, da Lei de Deus, claramente, dando explicações de maneira que entendessem o que se lia”.
Para ter acesso ao sermão completo clique AQUI!
Continue Reading...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Renovando a Aliança

Sermão pregado em 01/03/2008
INTRODUÇÃO:
Título:
Renovando a Aliança com Deus;
Texto: Gn 9,8-17;
Assunto: Renovação da Aliança;
Tema: Aliança
Exórdio:
Quarta-feira entramos no chamado Ciclo Pascal, ou seja, um período do calendário litúrgico que vai desde a Quaresma, Semana Santa, Páscoa até o dia 31 de maio no culto de Pentecostes. Nesse período da Quaresma até a Páscoa, seis semanas, estaremos usando o Roxo-Lilás compondo a mesa do altar. Essas cores são para enfatizar a preparação, a expectativa, a saudade, a contrição e o arrependimento; episódio que retoma a tradição bíblica do arrependimento com cinzas e pano de saco narrado no livro de Jonas 3,5-6.
É um momento extremamente oportuno para refletir sobre a confissão e o valor do perdão de Deus na vida do ser humano; das vezes que o ser humano errou na caminhada cristã, do arrependimento, mas, sobretudo, do perdão de Deus e seu renovo, sua restauração.

Explicação:
Irmãos(ãs)! Deus criou o homem Sua imagem e semelhança para “dominar os peixes do mar, as aves dos céus, sobre o gado, os répteis e sobre toda a terra” (Gn1,26). Este por sua vez, com sua desobediência a Deus (Gn 3,6), teve sua queda sendo expulso do paraíso. A partir de então, o homem começa a se multiplicar sobre a terra e, conseqüentemente o pecado (Gn 6ss). Com a corrupção do gênero humano, a Bíblia em Gn 6,6 diz: “Então, arrependeu-se o Senhor de ter feito o homem sobre a terra, e isso pesou-lhe o coração”. Deus se arrependeu de ter feito o homem, a tal ponto, que enviou o dilúvio para destruir a sua criação. No entanto, ele escolheu a família de Noé (8 pessoas) para preservar as espécies.
O capítulo 9 que está após o dilúvio reflete os planos de Deus para preservar a humanidade। Isso acontece através de um acordo, uma aliança de Deus com Noé, ou seja, o arco colocado nas nuvens (v.13). Aquele que conhecemos como Arco-íris. Essa foi a primeira vez que Deus estabelece sua Aliança com o homem. Ao longo da Bíblia a palavra Aliança aparece quase quatrocentas vezes, o mais interessante é que somente no texto de Gn 9,8-17 (o texto de reflexão), a palavra “acordo”, ou “concerto”, “aliança” (de acordo com as traduções) aparece sete vezes (cf. 9,11,12,13,15,16,17). Isso tem um significado muito grande porque o número sete na Bíblia revela a perfeição de Deus. Portanto, Deus não fez uma aliança qualquer com o homem, mas uma aliança perfeita para perdurar por toda a eternidade.


Por diversas vezes o homem quebra essa aliança e, Deus prontamente estabelece uma nova aliança com seu povo, ou confirma a Aliança feita anteriormente। Podemos chamar o AT de Antiga Aliança e o NT de Nova Aliança.


Proposição: Sendo assim, gostaria de apontar três momentos, além do texto que Deus estabelece a Aliança com Noé, em que Deus renova ou confirma a Aliança na vida da humanidade.


Palavra chave: Momento - Interrogantes: Quais?
DESENVOLVIMENTO:

Transição: O primeiro momento é...
I- A Aliança feita com Abrão em Gn 17,2-8.
a. Passado: Diz o texto: “Eu sou o Deus todo poderoso, anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança entre mim e ti, e te multiplicarei extraordinariamente (...) (v.4) Quanto a mim, será contigo a minha aliança, serás pai de numerosas gerações, seu nome já não será Abrão, mas Abraão, porque por pai de numerosas gerações te constitui”.
Deus firmou a Aliança com Abrão de fazê-lo pai de uma grande nação, mas tinha um critério para essa Aliança ser cumprida, isto é, “anda na minha presença e sê perfeito” (v।2). Deus convocou Moisés e o povo de Israel para andar na presença dele, somente assim a promessa, aliança poderia sercumprida.


b. Presente: Irmaõs(ãs), Deus nos chama para “andar na sua presença”। Se você estabelece um acordo, firma uma aliança, um contrato de um empréstimo, quando alguma cláusula é quebrada, violado por algum motivo, automaticamente você vai ter que pagar juros e outras coisas mais ao renovar o acordo.


Se em algum momento você quebrar a aliança com Deus, automaticamente Ele se dispõe a renovar essa Aliança contigo, mas exige que você ande em sua presença, que “busque a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor”, essas são as exigências de Deus para você ser abençoado(a).


Transição: o segundo momento é ...
II- a Aliança feita com Moisés do Monte Sinai em Êxodo 19,4-5
a. Passado: Diz o texto: “agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha vós e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa। São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel”. Moisés vai ao Monte Sinai para receber instruções da parte de Deus, os dez mandamentos. Novamente Deus coloca uma condição ao homem, “Se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, serás minha propriedade peculiar”


b. Presente: O que é uma propriedade peculiar? É um tesouro separado, é a possessão de alguma coisa। Em outras palavras, Deus disse a Moisés: “se ouvirem a minha voz e guardarem os meus mandamentos, vocês serão meu tesouro escolhido”.


Irmãos(ãs), Deus nos dá a bênção. Não podemos ficar como dizia Raul Seixas: “E eu aqui trancado em meu apartamento, com a boca cheia de dentes esperando a morte chegar”. Não espere a tua bênção chegar, Deus já lhe deu, basta você “andar na presença (dele) e ser perfeito”; “ouvir a voz de Deus e guardar a sua aliança”. É preciso fazer por onde ter a bênção de Deus. Vá atrás de tua bênção: ore, busque, jejue se entregue a Ele. Deus lhe chama para renovar a Aliança com Ele nessa noite.

Transição: Por último, além da aliança com Abrão de andar na presença de Deus e ser perfeito, e com Moisés de ouvir a voz de Deus e guardar a sua aliança, o terceiro e principal momento é...


III- A nova aliança de Jesus redimindo a humanidade em Mt 26,28
a. Passado: O texto diz: “porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados”.
[1]
Não foi uma ou duas vezes que o povo distanciou-se de Deus, mas várias vezes. Em todas elas a iniciativa de renovar com o homem partiram de Deus. Novamente Deus tem a iniciativa de estabelecer a aliança com o homem através de Jesus. Ao celebrar a ceia, Jesus enfatiza que Ele é a nova Aliança para redimir a humanidade e, todo aquele que recebe essa nova aliança, recebe também o Reino de Deus em abundância na sua vida.

b. Presente: Deus quer de nós somente uma coisa। Ele não precisa de teu dinheiro, teu carro, teus bens. A igreja é que precisa de dinheiro porque ela tem despesas com água, luz, salários pastorais, materiais didáticos para as crianças, reformas no templo... A Igreja que precisa de dinheiro; Deus requer de nós somente o coração. Se nosso coração pertence a Deus, somos fortes, pois a palavra de Deus diz em II Cr 16,9: “Quanto ao Senhor, os seus olhos passeiam por toda a terra, para mostrar-se forte com aqueles cujo coração é totalmente dele” (IICr 16,9).


Deus exige de nós somente uma entrega total de nosso coração a Jesus; fazendo isso estamos renovando a Nova Aliança com Ele e, essa Nova Aliança que redime o homem do pecado e o faz alcançar a vida eterna.


Em determinado momento da história que o povo de Israel quebrou a Antiga Aliança, Deus vai dizer que o povo se aproximava dele, o louvava com os lábios, mas o coração estava longe do Senhor, porque eles praticavam um ritual que maquinalmente aprenderam. Portanto, o nosso coração precisa estar voltado para Deus, para a Nova Aliança em Jesus.

Transição: Concluindo...
Neste período de quaresma, preparação, contrição e arrependimento, que possamos voltar nosso coração para o altar do Senhor em resposta a renovação da Nova Aliança com Jesus.
Não deixe passar a oportunidade de colocar aos pés da Cruz, tua vida como um ato de entrega ao Senhor. O altar é um lugar de bênção. Seja abençoado por Deus andando na presença Dele, ouvindo a sua voz e guardando a Sua aliança e, entregando teu coração em favor da Nova aliança. Quando você faz esse ato de entrega, Deus IMEDIATAMENTE ordena a sua bênção e a vida para sempre sobre você.
Jesus não nos prometeu uma vida fácil, no entanto, nos alertou: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (Jo 16,33), para que onde eu esteja estejais vós também Se você está disposto(a) a renovar teu compromisso com Deus, a tua aliança com o Senhor, certamente Deus vai te fazer forte, porque o seu coração é totalmente dele.


Que Deus nos ajude nesta difícil Missão!


José Geraldo Magalhães Júnior (Pr. em Jardim Ipê, SBC)
[1] Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida - Revista E Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil, 1999; 2005, S. Mt 26:28. Meu sangue, o sangue da [nova] aliança: Cf. Êx 24.6-8; Jr 31.31-34; Zc 9.11; Hb 10.29; 13.20; ver Lc 22.20.
Continue Reading...
 

Reflexões pastorais Copyright © 2009 WoodMag is Designed by Ipietoon for Free Blogger Template