terça-feira, 11 de junho de 2013

Profissionais buscam qualificação na área de estética

O mercado da estética não pára de crescer. No grande ABC salões de beleza são abertos todos os anos. O que significa oportunidades de trabalho e renda. Somente no grande ABC, são mais de 30 mil pessoas formalizadas como empreendedor individual. A Consultora Jurídica do SEBRAE, Cíntia Bertão, explica como se formalizar e os cuidados necessários após realizar o cadastro. Produção: Camila Luz Reportagem: José Magalhães Edição: Mariana Santos Visite o Portal RROnline: http://metodista.br/rronline
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sábado, 8 de junho de 2013

Grafiteiro faz viagem ao futuro nos muros da Metodista

Uma segunda paixão que tenho além da teologia é o jornalismo. Sempre tenho em mente que é preciso fazer o que se gosta para ser feliz. Vou usar esse espaço para publicar alguns vídeos, reportagens impressas e online para compartilhar um pouco do meu trabalho. O vídeo abaixo, foi em um evento na Universidade Metodista de São Paulo - Umesp que aconteceu no sábado, dia 8 de junho. (Fonte: Uol/Rudge Ramos Online).

O cotidiano e a cultura popular são as principais inspirações do grafiteiro Thiago Vaz em murais, graffiti e outras intervenções urbanas. O morador de Ribeirão Pires/SP começou a fazer arte na parede dos fundos da casa dos pais, em 1998. Hoje, além das ruas e muros do ABC, também leva o trabalho para outros estados e atua em oficinas de artes em Santo André.

O artista retratou a imigração temporal no muro da Universidade durante o 1º CAP - Cultura, Arte e Periferia, da Universidade Metodista de São Paulo.




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terça-feira, 28 de maio de 2013

Ação de Deus no silêncio: desafios para a Igreja no livro de Ester

Deus não é citado no livro de Ester. O Espírito Santo também não. No entanto, Deus age em silêncio. A providência divina é simplesmente à ação d’Ele por meio do seu povo. Deus põe algumas pessoas à frente das demais, para poder salvar através das atitudes delas, os seus escolhidos e toda a nação. Por essa razão, o talento que Deus lhe deu precisa ser exercitado em favor de todas as pessoas, em benefício de todos aqueles que necessitam.

Nos dois primeiros finais de semana de maio tive a oportunidade de ir ao Amazonas acompanhar um grupo de voluntários em missão como jornalista e, obviamente como pastor. Foram 16 voluntários, dentre eles médicas, dentistas, enfermeiros, professoras e pastores. Navegamos pelos rios Negro e Solimões no Barco Hospital Metodista para dar assistência médica, odontológica, espiritual e educação às comunidades ribeirinhas. Foram oito comunidades visitadas – quase 500 pessoas beneficiadas pelos voluntários que colocaram os dons em prol do Reino de Deus. Só foi possível levar o evangelho integral aquelas pessoas porque houve disponibilidade e amor a missão.

Algo que para nós é comum, como por exemplo, um par de tênis, sandálias, calça jeans, para a população ribeirinha, quase não existe. As pessoas que moram às margens dos rios, na maioria das vezes, andam descalças ou de chinelo e bermudas, porque durante as cheias, os rios aumentam o nível das águas e elas vivem praticamente ilhadas, isoladas e distantes de Manaus. Atendimento médico pelo município, quando tem, é uma vez por mês. Ouvi histórias de Agentes Comunitários de Saúde que já fizeram partos dentro de canoas porque não dava tempo de chegar às unidades de saúde. 

As devocionais diárias e experiências vivenciadas durante o dia e compartilhadas à noite, novamente me chamaram à atenção. O processo de conversão passa sim, pelo emocionalismo, pela empolgação da descoberta do evangelho, mas, sobretudo, pela justiça e amor. Ao converter a Cristo, nos convertemos também à justiça. Há pessoas que precisam da sua ação, de sua atitude, de uma palavra amiga, de um conforto espiritual. A missão acontece do lado de fora da Igreja, vai além da instituição religiosa, seja ela qual for.

Quanta pressão o povo judeu passou nos dias de Ester. Mas havia entre eles pessoas que tiveram a oportunidade de agir por meio de recursos humanos e políticos, sob a inspiração silenciosa do Espírito Santo de Deus, e de obter a salvação do povo. Normalmente é assim que Deus faz. Ele age por meio das pessoas! Da mesma maneira Jesus alertou os discípulos sobre as dificuldades que enfrentariam, e com isso, eles passaram a questioná-lo sobre onde está o Reino de Deus. A resposta foi bem prática: “O Reino de Deus está entre vós” (Lc 17.21).

O livro de Ester nos ensina a arte de governar, a arte de conviver politicamente, de usar a influência das pessoas que exercem autoridade para obter a prática da justiça e o bem das pessoas que necessitam de socorro. Você tem muito a contribuir! Há pessoas ao seu lado que estão aguardando a sua atitude, sua manifestação para que o silêncio de Deus se manifeste por meio de sua vida e alcance outras vidas.

Deus abençoe ao estudar o livro de Ester.
Do amigo e pastor José Geraldo Magalhães Jr.




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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ler é uma tarefa que nem todos gostam. Por meio da leitura descobrimos os valores da vida, ainda mais quando se trata da história de um povo. Estou postanto um cronograma de leitura bíblica em um ano. No programa consta as leituras indicadas e um gráfico do que já foi lido e o restante que falta. Começamos hoje, dia 31 de janeiro. Est9ou postando também nas redes sociais do Facebook no evento LER A BÍBLIA EM UM ANO.
Leia com a gente e compartilhe os pontos interessantes que encontrou em sua leitura diária. Deus abençoe sua vida!

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

História da Beleza

Me aventurei a ler um livro sobre a História da Beleza do italiano, Humberto Eco. Saí um pouco do "padrão" teológico dos textos aqui postados. O autor é conhecido pelos romances, como por exemplo, "O Nome da Rosa". Espero que as mais de 400 páginas possam ser uma verdadeira viagem pela História da Beleza percorrendo a Grécia e Roma antigas, sobretudo, desfrutando de textos de Platão, Kant, Dante, Engel e outros clássicos para entender a história do homem, da arte, sobretudo, do olhar. Esse livro foi uma inspiração para escrever  o texto abaixo.
Desde a antiguidade que existem padrões de estética que, de certa forma, foram se adaptando com o passar dos anos. Sem dúvida alguma, no século XX, houve uma evolução da beleza e do bem-estar. Neto (1996) chega afirmar que “o corpo é à base da percepção e organização da vida humana nos sentidos biológico, antropológico, psicológico e social”[1]. Desta forma, podemos considerar os sentidos do agir, sentir, pensar, falar que representam os modos e estilos de vidas diferentes se levarmos em consideração determinado grupo social.
A História da Beleza de Humberto Eco é uma das obras clássicas que tratam o tema. O escritor italiano conhecido por romances, como por exemplo, O Nome da Rosa, descreve um improvável explorador do futuro que retorna ao recém terminado século XX para descobrir o que era acatado belo em nosso tempo, Eco declara: “(o explorador) Será obrigado a render-se diante da orgia de tolerância, de sincretismo total, de absoluto e irrefreável politeísmo da Beleza”[2]. O que mais cativa na leitura da obra, é a erudição de Eco sem ser pedante em momento algum.
Antes de chegar ao século XX, ele passeia pela Grécia e Roma antigas, pela Idade Média, Renascimento, pela estética vitoriana do século XIX, se apoiando, sobretudo, nas obras de Platão, Kant, Dante, Hegel e Kafka. Uma verdadeira viagem pela história do homem, da arte e, principalmente, do olhar.
Diante desse fenômeno explorado, principalmente no século XX e XXI, o corpo é socialmente construído como parte da cultura que nos leva a interpretá-lo, seja para embelezar ou marcar uma determinada classe social como pertencimento ou exclusão a determinado grupo na sociedade. O corpo é, e sempre será submetido a vários tipos de transformações, mesmo que para isso seja preciso ocorrer algumas alterações de valores para o meio em que vive.
Ao abordar o século XX em A História da Beleza, Eco pesquisa temas como a estética do consumo (a beleza atrelada ao valor comercial dos produtos) tão presente na primeira década do século XXI. Será o corpo uma máquina em ação? Segundo Mendes e Nóbrega[3] (2004. P.25) o corpo humano recebe uma instrução que o analisa apenas em sua aparência mecânica, ou seja, abre-se a possibilidade para uma remodelação e reconstrução transformando-o em um objeto rentável.

Nunca se falou tanto do corpo como hoje, nunca se falará tanto dele amanhã. Um novo dia basta para que se inaugure outra academia de ginástica, alongamento, musculação; publiquem-se novos livros voltados ao autoconhecimento do corpo; descubram-se novos preconceitos quanto à sexualidade, outras práticas alternativas de saúde; em síntese, vivemos nos últimos anos perante a incontestável re-descoberta do prazer, voltamos a dedicar atenção ao nosso próprio corpo[4]. (Codo e Senne 1985.)

 Frente a essa relação instituída com o corpo, que traçamos nosso parecer sobre a cultura atual e a inquietação com a estética, pois além da busca inconstante pelo belo há, de acordo com Neto (1996), um "narcisismo e um individualismo exacerbados que levam as pessoas a acreditar no elixir da vida, em poções mágicas, na juventude eterna".
A busca por um determinado “padrão” estético tem levado ao consentimento público de desiguais, recursos para se chegar a esse tipo ideal de corpo exigido ou idealizado pela sociedade. A filósofa norte-americana, Susan Bordo (1993), advoga que a fantasia de estabelecer um corpo perfeito e esteticamente belo, é nutrida pelo capitalismo consumístico. Ela aponta ainda que uma indústria e uma ideia alimentada pela fantasia da reconstituição corporal sem limites, também representa uma provocação à moralidade, à historicidade, e à própria materialidade do culto ao corpo[5] (Bordo, 1993).
As sociedades modernas impõem às pessoas uma responsabilidade pelo belo, ou seja, pela plasticidade do seu corpo. Logo, tanto os homens como as mulheres buscam uma aparência desejável mesmo que para isso, elas precisam sofrer alguns transtornos à saúde provocados, por exemplo, pela bulimia e o uso impróprio de anabolizantes.


[1] NETO, Samuel de Souza. Corpo, cultura e sociedade. In: NETO, Samuel de Souza. Corpo para malhar ou corpo para comunicar? São Paulo: Cidade Nova, 1996, p. 09-37.
[2] Eco, Umberto. História da Beleza; trad. Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Record, 2004. Pág. 428. 
[3] MENDES, Maria Isabel Brandão de Souza; NÓBREGA, Terezinha Petrucia. Corpo, natureza e cultura: contribuições para a educação. Revista Brasileira de Educação, n.27, p. 125-137, set/out/nov/dez 2004.
[4] CODO, W; SENNE, W. O que é corpo(latria)? São Paulo: Brasiliense, 1985.
[5] BORDO, Susan. Il peso del corpo. Milano: Feltrine, 1993.
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