quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Está na hora de colocar o Big Brother no paredão

Foi dada a largada! Desde o último dia 11 de janeiro, milhões de brasileiros estão na frente das telinhas para ver o reality show mais esperado do ano. Isso mesmo! Refiro-me ao Big Brother Brasil 11, o BBB, programa que chega a sua 11ª edição exibido na Rede Globo de Televisão todos os dias durante três meses ao ano. Você pode até achar estranho o porquê está saindo uma matéria na página de Cultura do Expositor sobre o BBB. A intenção é trazer a você, caro leitor(a), esclarecimentos sobre o reality show que tem influenciado milhares de pessoas, inclusive os cristãos.

A atmosfera de Sodoma e Gomorra, conforme descrita na Bíblia tem invadido os lares brasileiros sem pedir licença, com cenas imorais, atos sexuais, palavras chulas, gestos obscenos e comportamentos condenáveis há cerca de dez anos. Mas nesta edição, a coisa parece ter ficado um pouco pior. Com medo de perder a audiência para outras emissoras, a Globo logo no primeiro dia do programa deixou claro que o BBB não terá limites.

Basta ver a declaração do diretor do “Grande Irmão”, J. B. Oliveira, o Boninho, "hora de ir para o hotel passar as regras com os brothers e avisar que vale pancadaria (a frase não foi colocada na íntegra aqui) para ganhar o prêmio”. Em outras palavras, para faturar o prêmio de R$ 1,5 milhão, vale mesmo tudo, inclusive agressões físicas.

Como se não bastasse a orientação absurda de Boninho aos participantes, o diretor do programa ainda incluiu neste ano o “sabotador” na casa. Esse (a) personagem ou pessoa será o/a responsável por atrapalhar o grupo de ganhar dez mil reais. Mais um motivo de divisão entre eles/elas.

E tem mais, que tipo de emoções e desejos um capítulo de BBB produz num/numa adolescente ou jovem solteiro(a)? Que tipo de estímulos e valores um programa desses produz num/numa jovem cristão que procurará se manter virgem até o seu casamento? O que eles/elas têm vontade de fazer após assistir BBB? Orar? Acho que não.

Não é de se estranhar que em nossas igrejas tenhamos tantas pessoas "ficando", viciadas em masturbação e inclusive solteiros com vida sexual ativa (como mostrou uma pesquisa da Revista Eclesia, 52% dos jovens evangélicos brasileiros confessam haver tido relação sexual antes do seu casamento).

O Inspirador do Big Brother Brasil 
O mais famoso romance George Orwell, “1984”, trás no rodapé da capa do livro os seguintes dizeres: Big Brother is watching (Grande Irmão está vigiando você). O livro foi escrito no ano de 1948, mas por força dos editores, o título foi invertido para 1984.
O livro narra o "futuro" na Pista de Pouso Número ou Inglaterra, parte integrante do megabloco da Oceania. É comum o conflito dos leitores com o continente homônimo real.

O megabloco superficial de Orwell tem este nome por ser uma adesão de países de todos os oceanos. O tema principal de 1984 é a transformação da realidade. Não seria esse também o propósito das onze edições do Big Brother Brasil exibidos pela Rede Globo?


Voltando ao livro, fingida de democracia, a Oceania existe em um totalitarismo desde que o IngSoc (o Partido) chegou ao poder sob a liderança do onipresente Grande Irmão (Big Brother). Contado em terceira pessoa, o livro narra à história de Winston Smith, membro do partido externo, empregado do Ministério da Verdade. O cargo de Winston é reescrever e distorcer informações de acordo com a importância do Partido. Nada muito distinto de um historiador ou jornalista. Winston interroga a opressão que o Partido desempenhava nos cidadãos. Se alguém refletisse diferente, cometia crimidéia (crime de ideia em novilíngua) e fatalmente ele desaparecia, ou seja, a pessoa era capturada pela Polícia do Pensamento e extinta. Paredão nele!

A intenção de Orwell era apresentar um futuro fundamentado nas aberrações do presente. Winston Smith e todos os cidadãos tinham ciência que qualquer atitude suspeita poderia expressar seu fim, e não apenas sair de um programa de tv com o bolso cheio de dinheiro, mas desaparecer de fato. Não é o que acontece no BBB?  Os participantes ficam se policiando nas palavras porque qualquer atitude por gestos ou palavras, pode servir contra eles mesmos. No livro, os vizinhos e os próprios filhos eram incentivados a denunciar às autoridades quem cometesse crimideia.

Para expressar suas emoções, Winston escreve todos os dias em seu diário usando o canto "cego" do apartamento. Somente assim, ele não era flagrado pela teletela.A primeira frase que Winston escreve em seu diário é atual e justificável: abaixo o Big Brother!

Há uma intenção por trás do BBB que é nivelar toda a sociedade de tal forma que as pessoas achem que “tudo é normal”. Sinceramente, está na hora de colocar o BBB no paredão. Reflita: vale a pena assistir o BBB 11? Não deixe que a mídia influencie seus pensamentos.

Por Pr. José Geraldo Magalhães Jr.

Fonte: Expositor Cristão Fev/2011
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A realização de um sonho precisa estar de acordo com a vontade de Deus

(Sermão pregado na Igreja Metodista em Vila Planalto - SBC - em 09/01/2011)

INTRODUÇÃO: Título: A realização de um sonho precisa estar de acordo com a vontade de Deus;
Texto: Gênesis 37. 1-11; Tema: Sonhos
Exórdio: Em janeiro de 1997, época de minha conversão, quando tudo era muito novo ainda — pois o novo convertido é cheio de dúvidas, questionamentos, problemas muitas vezes —, tive um sonho que, para minha experiência de novo convertido (dois meses), achei um pouco estranho. No entanto, hoje, 14 anos depois, eu compreendo melhor esse sonho de Deus, e quero compartilhá-lo com vocês nesta noite.

Aconteceu que fui convidado por um grupo de irmãos da Igreja Metodista, que estava freqüentando em Juiz de Fora, para uma reunião de oração e depois uma pescaria. Como gosto de pescar, aceitei o convite! No sonho, eu estava numa roda de oração de mãos dadas, e depois saímos para o momento da pesca.

Estávamos numa ponte alta e meus colegas pescavam traíras, carás, lambaris, bocarras... e outros peixes de água doce. Mas meu anzol nem beliscava... até que senti um puxão forte e pedi ajuda aos irmãos e, ao puxar, começou a sair pessoas de dentro do rio, ou seja, eu estava pescando gente.

Confesso que acordei um pouco assustado, porque não entendi nada! Até o pastor me explicar que o tempo para minha vida tinha se cumprido ali e que o Reino de Deus tinha chegado, pois o Senhor estava me comissionando para Proclamar a sua Palavra. As coisas foram acontecendo em minha vida; na Igreja trabalhei em vários ministérios até o reconhecimento para minha recomendação ao Instituto Metodista Teológico João Ramos Jr. em Belo Horizonte, onde estudei durante quatro anos e, posteriormente à Faculdade de Teologia aqui na UMESP. Não pensem que isso é história de pescador!

Por que estou dizendo isso nessa noite. Porque Deus sempre falou ao seu povo por meio dos sonhos. São vários exemplos bíblicos que temos sobre este assunto. O texto que lemos é um deles; Deus falou com José, com Ana, com Daniel, com Nabucodonosor, com Labão, Salomão, com Maria quando o anjo lhe apareceu em sonho. Enfim, esta é uma das formas de Deus se manifestar ao seu povo.

A mitologia grega nos apresenta um deus chamado JANUS que, era o deus dos portões e portas celestiais. Ele era representado por uma figura com duas faces olhando em direções opostas, o início e o fim. Daí o surgimento do mês de janeiro, ou seja, olhamos para trás, para o ano que terminou e, também olhamos para frente, para o ano que se inicia. Nesse início de ano é época de fazermos um “balanço geral”: o que deu certo e o que deu errado. É tempo de planejar, de sonhar... Qual sonho quero que se realize no início dessa nova década? Para isso...

Proposição: ...Quero desafiar vocês a resgatarem aqueles sonhos que já estão no arquivo morto de suas histórias. Encorajá-los(as) à abrirem os arquivos de suas memórias e trazer à tona os sonhos há muito esquecidos. Certamente você tem algo em seu coração que ainda não foi concretizado.

Explicação: Este texto que nós lemos, nos ajudará a fazer isso, pois ele trás a história de José, um homem que sonhou e que passou por diversas situações para ver seu sonho realizado. Quero lhes apresentar algumas...

A- ...curiosidades da vida de José.1) O início da história de José acontece em Gn 35.2-5, onde seu pai Jacó reunido com os 12 filhos, inclusive José, aboliu a idolatria do meio do seu povo, porque ele era temente a Deus. Deus o honrou e não permitiu que sua descendência fosse destruída. Essa família foi poupada da ira de Deus.

2) José aprende com seu pai Jacó e torna-se um servo fiel ao Deus de Israel. Ele se separa para Deus, permitindo ser usado e fazer diferença entre seus irmãos que tinham um coração perverso e cheio de maldade.

3) José é filho de Raquel, isso quer dizer que ele é filho da velhice de Jacó. Por esta razão, Jacó o amava mais que os outros filhos. Essa proteção de Jacó sobre José, gerou ciúmes e ódio dos demais irmãos de José.

4) O significado do sonho (37.9) de José foi óbvio para seus irmãos. Está claro que José teria autoridade sobre toda a família de Jacó representada pelo Sol, lua e as estrelas.
 
5) Esses sonhos levaram José a ser vendido por seus irmãos, mas também numa concretização dos planos de Deus.

Proposição: Assim, seguindo o exemplo de José relatado nos capítulos 35 a 40, gostaria de destacar duas virtudes para concretizarmos nossos sonhos.
Palavra chave: virtude - Interrogantes: Quais?

DESENVOLVIMENTO: Transição: A primeira virtude é...
I- ...saber que estamos no centro da vontade de Deus e por isso Deus é conosco (ler versículos 39.2)

a. Passado: José foi um jovem marcado pela injustiça. Sofreu o desprezo e o ódio dos seus irmãos, que o jogaram vivo em uma cova e o mataram no coração. Diz o texto em Gn 37.19.20;24: “Tomando-o lançaram nua cisterna, vazia, sem água. Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa dessas cisternas; e diremos: um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os seus sonhos”. Venderam-no como mercadoria barata para livrarem-se dele. Sustentaram durante vinte anos uma mentira para Jacó, dizendo que seu filho José havia sido devorado por uma fera do campo, a fim de que o pai desistisse de procurar o filho amado.

No Egito, José sofreu outro golpe (cap.39). Foi injustiçado pela sua patroa, que queria deitar-se com ele, mas José não cedeu aos seus apelos nem à sua pressão. Então, sentindo-se rejeitada, ela transferiu para José a culpa que era dela, jogando-o injustamente na prisão (Cap. 40). Na cadeia ainda foi vítima de outra injustiça, a ingratidão do copeiro-mor de Faraó, que se esqueceu dele, não atendendo o seu apelo de rogar em seu favor junto ao supremo mandatário daquele poderoso império. Por esta causa, José ficou mais dois anos na prisão.

No entanto, ele era um homem que estava no centro da vontade de Deus. Por essa razão que o texto menciona que “Deus era com José e tudo que ele colocava a mão prosperava” (39.2-3).

b. Presente: Talvez alguns dos seus sonhos se tenham perdido ao longo do caminho. Até mesmo o sonho de uma realização pessoal. Talvez, outros sonhos se tenham transformado em pesadelos, como o de José, para o sonho se concretizar ele foi odiado por seus irmãos, foi jogado em uma cova, vendido como escravo, preso e, somente depois ele prosperou e viu o seu sonho sendo concretizado. Quem sabe, você já sepultou na cova do esquecimento alguns dos seus melhores sonhos. Talvez já tenha desistido de alguns que durante muitos anos o mantiveram cheio de esperança.

c. Futuro: Este ano, 2011, creio que será um ano de realizações de sonhos ou pelo menos o início dessa realização, pois sonhos não se concretizam da noite para o dia, mas os nossos projetos desde que estejam de acordo com a vontade de Deus se tornarão realidades, pois “O Senhor há de completar toda boa obra, para que a nossa alegria seja completa”. Quando estamos na vontade de Deus temos a certeza de que Ele está conosco (39.2). As vezes não conseguimos compreender o tempo de Deus para nossas vidas e é preciso dar tempo ao tempo...
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sábado, 18 de dezembro de 2010

Um Natal de Esperança

Publicado originalmente no Jornal Expositor Cristão Dez/2010
Ao chegar o mês de dezembro muitas coisas mudam, por exemplo, as lojas mudam a decoração, o comportamento das pessoas é alterado para um clima de harmonia e festa, e por aí vai. Dizem que as pessoas se deixam envolver pelo espírito do natal e, consequentemente, agem e sentem de modo diferente, mais fraterno e humano. Essas mudanças são tão marcantes e visíveis que já no início do século 20 o escritor Machado de Assis chegou a exclamar: "Mudaria o Natal ou mudei eu?" em seu poema Sonetos de Natal publicado em Poesias Completas em 1901. A grande questão é o porquê as pessoas comportam assim somente nessa época do ano? Parece que descobrem mais beleza na vida e vivem sorrindo para os outros e para suas próprias vidas, como se estivessem na vida a passeio. Não seria uma hipocrisia? Será que há mais esperança para as pessoas nessa ocasião? Afinal, o que muda, de fato, no dia 25 de dezembro?

Jesus, o nazareno

Para responder as perguntas acima, o primeiro fato que há de se considerar é o local e a data do dia 25 de dezembro para se comemorar o natal. Será que Jesus realmente nasceu dia 25 e em Belém? Os relatos bíblicos de Mateus e Lucas que trazem a infância de Jesus não informam a data do nascimento do Messias, mas nos dizem que a cidade que Jesus nasceu é Belém. Essa não é a versão do evangelista Marcos que aponta ser em Nazaré. O fato é que tanto Mateus como Lucas, na fase adulta de Jesus o chamam de “Jesus de Nazaré”, por exemplo, o fato narrado por Mateus quando Pedro nega a Jesus, ele conta que uma criada estava no Pátio e ao ver Pedro afirma: “Tu estava com Jesus, o Galileu (...) e saindo para o vestíbulo, outra criada o viu e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o nazareno” (Mt 26.69-71). Também percebemos o povo gritando em sua entrada triunfal em Jerusalém: “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia” (Mt 21.11).

O mesmo acontece na narração lucana onde é mencionado que Jesus nasceu em Nazaré, embora o evangelista Lucas cite no capítulo 4 verso 16 que ele fora criado em Nazaré, sempre o chama de “Jesus de Nazaré”, por exemplo, ao realizar uma cura em Cafarnaum (Lc 4.34), ao curar o cego de Jericó (Lc 18.37), no caminho de Emaús no capítulo 24. No livro de Atos dos Apóstolos, também de autoria do evangelista Lucas, quando se refere a Jesus, o autor o trata da mesma forma (At 2.22; 3.6; 4.10; 10.38; 22.8).

Jesus, o belemita

Por que o local do nascimento de Jesus é considerado no mundo todo como sendo em Belém? O sacerdote e biblista argentino, Ariel Álvarez Valdéz, da Universidade Católica de Santiago de Esterro, Argentina, defende que isso é um fato histórico que precisa ser considerado, ou seja, os dois evangelistas, Mateus e Lucas, “quiseram afirmar que Jesus era o famoso Messias esperado pelo povo de Israel”, por essa razão eles citam que o nascimento de Jesus se deu em Belém, além do mais, segundo o biblista “o povo precisava entender que era necessário relatar a origem de Jesus levando em consideração a mentalidade judia, neste caso o futuro Messias deveria ser um descendente da família de Daví. Por volta do ano 500 a.C., apareceu em Jerusalém um profeta anônimo dizendo que o Messias viria de Belém. Essa profecia se encontra hoje no livro de Miqueias” (5.1-3), disse.

Se levarmos em conta a profecia de Natan (2Sm 7.4-16), Álvarez tem razão, pois a profecia diz que Deus havia garantido a Davi que nunca iria faltar um descendente seu como sucessor no trono de Jerusalém. O profeta Miqueias, segundo Álvarez, quis dizer que “Deus não olhava com bons olhos a cidade de Jerusalém porque era uma cidade que havia prostituído tantos reis com o poder e não era um bom lugar para nascer o Messias Ungido, e Davi, o rei mais humilde que houve em Israel, havia nascido em Belém. Portanto, se os judeus quisessem um novo rei deveriam preparar o ambiente como Belém”. Álvarez acrescenta ainda que a profecia “não pretendia fixar um lugar geográfico para o nascimento do sucessor do rei, o Messias Ungido, mas era uma proposta para aos governantes de voltarem à humildade e sensibilidade de suas origens. Ela era uma advertência do que Deus queria para os reis de Israel”.

Como surgiu o dia 25 de dezembro?

Para os cristãos, o local onde nasceu Jesus é indiferente, pode ser em Belém ou Nazaré. O que importa, de fato, é que Jesus é o Messias. O que dizer, então, do dia 25 de dezembro? Pois os evangelhos não mencionam a data exata do nascimento de Jesus. O pastor metodista, Edson Cortásio Sardinha, em matéria publicada no Jornal Avante, afirma que “a data do dia 25 de dezembro foi fixada pelos pagãos para celebrar o nascimento do sol Natalis solis invicti. Os pagãos só começaram a celebrar essa data no ano 274 d.C. Nesse período, a igreja estava passando pelos seus últimos e terríveis dias de perseguição. O paganismo estava ainda forte, e esta foi uma estratégia para apagar as raízes do Cristianismo e formar raízes religiosas nos pagãos”.

No ano 336, a Igreja de Roma assimilou essa festividade pagã como data do nascimento de Jesus Cristo, prática essa que começou a ser difundida a partir de Roma para as demais igrejas cristãs. Finalmente, em 440 d.C., o dia 25 de dezembro foi oficialmente estabelecido como data do nascimento de Jesus, o que, até hoje, é aceito por toda cristandade.


O que muda para as pessoas nessa época do ano?

Começamos esse texto dizendo sobre as mudanças significativas na vida das pessoas nessa época do ano, aliás, parece que todo mundo fica calibrado pelo espírito natalino fazendo germinar algumas características humanas benéficas que, durante todo o ano estiveram arquivadas lá no fundo da personalidade de uma grande maioria das pessoas.

Quando chega o Natal, as pessoas começam a ser mais sensíveis, elas abrem seus corações, muitas vezes, cheios de mágoas, ódios e tristezas para dar lugar à solidariedade estendendo as mãos como um gesto acolhedor de bondade, paz, alegria, festa e comunhão.

Nota-se no mês de dezembro uma nova energia que paira no ar, um espírito de otimismo se preparando para celebrar o nascimento de Jesus, mesmo que a pessoa não foi à Igreja com freqüência durante o ano, mas ela está envolvida nessa magia celestial. Uma grande maioria das igrejas cristãs prepara seus corais para exibirem as vozes dos tenores, contrautos e baixos em diversas apresentações, dentro e fora das igrejas como uma forma de anunciar a chegada do esperado Messias.

Não há dúvida, há uma nova esperança nesse mês! O comércio por sua vez, aproveita a ocasião fazendo a inversão dos valores ao afirmar que um Natal feliz é aquele que você ganha e doa presentes. Como cristãos, não podemos cair nessa cilada do comércio e gastar, sem um planejamento, pois no início do ano as despesas aumentam, por exemplo, IPVA, material escolar, IPTU, matrículas entre outras, além de embutir na cabeça das crianças que no Natal elas têm que ganhar presente. E as crianças de baixa renda? Como ficam nessa época do ano?


Quem ganha com o Natal?

Várias campanhas surgem nessa época do ano para beneficiar crianças carentes, por exemplo, alguns Supermercados são postos de arrecadação de brinquedos usados, e instituições como a UNIMED em João Pessoa que arrecadou toneladas de alimentos desde 2004. A Campanha está em sua 11ª edição, e a ideia é mobilizar todos os anos clientes, funcionários e cooperados na arrecadação de alimentos para doar a famílias carentes da Grande João Pessoa. De acordo com o site da instituição, O Natal pela Vida é promovida pelo Comitê de Entidades no Combate à Fome Pela Vida (COEP) e pelo Sistema Correio de Comunicação, em parceria com a Unimed João Pessoa e demais entidades participantes.

A iniciativa, que já arrecadou mais de 3 mil toneladas de alimentos para este ano, faz parte das ações que buscam alcançar os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que devem ser atingidas por 191 países, inclusive o Brasil, até 2015.

Mais de 40 mil famílias espalhadas em 60 comunidades da Grande João Pessoa e de cidades do interior do Estado serão beneficiadas. A meta da cooperativa, para este ano, é de arrecadar 100 toneladas de alimentos, sendo 30 toneladas de fubá, 25 de açúcar, 20 de arroz, 15 de feijão e 10 de macarrão. A proposta de priorizar a arrecadação dos cinco tipos de alimentos é levar em conta não só a quantidade, mas o valor nutricional dos alimentos arrecadados para a Campanha Natal pela Vida. Esse é apenas um exemplo de instituições que fazem ações concretas para beneficiar famílias nessa época do ano.


Como contribuir?

Que tal começar a praticar agora mesmo, espalhando alegria, entusiasmo pela vida e felicidade para as pessoas? Um sorriso amigo, um abraço, um elogio, um carinho, algumas palavras cordiais ou de amor durante todo o ano não custam nada, você os tem dentro de si em fonte inesgotável! Existem outras formas de garantir um Natal feliz para as crianças, como por exemplo, o “adote uma criança” que pode ser desenvolvido com as crianças carentes de sua comunidade. Mas, não basta dar o presente, tem que dar amor, atenção, o importante é apresentar uma visão participativa, inclusiva e presencial no momento de entregar um presente, o casaco ou fazer uma refeição junto com as crianças; o retorno será sempre um sorriso dobrado.


Neste Natal, vamos produzir mais esperança. Isso é tudo que o povo precisa, apenas de esperança! O biblista, Dr. Milton Schwantes, professor da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista e no programa de Pós Graduação em Ciências da Religião na mesma Universidade, diz em seu livro Sofrimento e esperança no exílio que “os moradores das periferias urbanas viraram imensos acampamentos. As pessoas foram ficando sem nada, a não ser a escravidão ou o salário. Os povos latino-americanos foram transformados em exilados em seus próprios países. Aqui são habitantes. Mas aqui não são cidadãos” (p. 9). No exílio havia esperança! Esses imensos acampamentos é que precisam ser alcançados por cada um de nós.


Termino essa reflexão desejando um Natal com muita paz e alegria e que este ano que se inicia, não seja apenas um começo de ano, mas uma nova história em sua igreja, na sua família, em seus projetos pessoais e, principalmente, permita que o espírito natalino te envolva todos os dias do ano com a solidariedade, amor e compaixão do próximo.


Boas festas!

Pr. José Geraldo Magalhães Jr.

Veja também:

Rede Nacional de Mobilização Social http://www.coepbrasil.org.br  

Objetivos do Milênio http://www.objetivosdomilenio.org.br/  

Organização das Nações Unidas Brasil http://www.onu-brasil.org.br/  

Instituto de Responsabilidade Social de João Pessoa


Site da Sede Nacional da Igreja Metodista www.metodista.org.br
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cai número de novas infecções com HIV

O relatório anual sobre a situação da epidemia de Aids em 182 países trouxe boas notícias sobre a redução no número de casos de mortos e infectados pela doença. Segundo o documento publicado no início desta semana, 23 de novembro, pelo Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, e a Organização Mundial da Saúde, OMS, houve uma redução de 20% nos novos casos de contaminação, se comparada com a situação de 10 anos atrás. Somente em 2009, 2,6 milhões de pessoas contraíram o vírus e a Aids matou 1,8 milhão, 300 mil a menos que em 2004. O índice de contaminação é de 10,5% e o de homens que não têm relações homossexuais é de 0,8%. No Brasil, a prevalência entre adultos continua menor que 1%, por causa do tratamento com antiretrovirais e campanhas de prevenção.

Tratamento e prevenção
O avanço nos tratamentos com anti-retrovirais, medicamentos que reduzem a carga viral do HIV e, consequentemente, diminuem a probabilidade de progressão da doença, foram apontados como os responsáveis pelo prolongamento da vida das pessoas que vivem com HIV. No final de 2009, foi constatado que 33,3 milhões de pessoas estão conseguindo viver mesmo estando infectadas.

De acordo com o diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibe, os investimentos em prevenção e tratamento estão dando certo, mas segundo ele, ainda há muito trabalho a ser feito. O Unaids informou que a quantidade de pessoas tratadas com antiretrovirais passou de 700 mil em 2004 para 5 milhões em 2009. Outra razão para a redução de casos é o uso de preservativos nas relações sexuais. Para Sidibe, “os investimentos na resposta à Aids estão dando resultados, mas os avanços ainda estão frágeis - o desafio agora é como trabalharmos todos juntos para acelerar o progresso".

É possível observar que os programas de prevenção estão gerando resultados positivos ao analisar dados como a redução, em cerca de 20%, nos casos de novas infecções em pelo menos 56 países, incluindo 34 da África subsaariana. Ainda assim, esta região continua sendo a mais afetada do mundo por novos casos. 69% de todas as novas infecções.
De acordo com o relatório das Nações Unidas, Etiópia, África do Sul, Zâmbia e Zimbábue também vêm reduzindo suas taxas de novas infecções por HIV em mais de 25%. Na Nigéria, por exemplo, o número de infecções se estabilizou. Na contramão dessa tendência de redução estão os países da Europa oriental e da Ásia central, cujas taxas de novas infecções subiram 25%.

África Subsaariana
Em todo o mundo, cerca de 33,3 milhões de pessoas estão vivendo com o HIV. O índice de novas infecções diminuiu ou estabilizou-se em pelo menos 56 países. A África Subsaariana continua sendo a área mais afetada pelo vírus, com cerca de sete em cada 10 novas contaminações. O caso de contaminação ainda é pior no Brasil para os homens que fazem sexo com outros homens, pois o risco de contrair a doença é ainda maior, pelo menos é o que diz estudo realizado em 2009. Por outro lado, o número de novas contaminações citadas no relatório caiu em mais de 25% em Moçambique e na Guiné-Bissau; o quadro permanece estável na Angola. Já nos países da Ásia Central e Leste Europeu acontece o inverso, houve um aumento de 25% de novos casos de contaminação do vírus HIV.

Pr. José Geraldo Magalhães Jr.

Veja também:
http://www.onu-brasil.org.br/

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

As mulheres nas Cartas Paulinas

Para perceber a questão do papel das mulheres no início do cristianismo, estaremos datando os escritos do Novo Testamento da seguinte forma: cartas autênticas de Paulo: I Ts, Gl, Fp, Fl, I e II Co e Rm, alguns autores concordam que são datadas entre os anos de 50-64 d.C.; as Deuteropaulinas de Cl, II Tm, I Pd, Tg e Mc entre os anos 67 a 90 d.C.. As cartas de II Ts, Ef, I Tm, Jd, Hb, Mt, Lc, At são datadas entre 90 a 100 d.C. e, por último as cartas de Tt, as Epístolas Joaninas e Ap datadas entre 100 a 110 d.C.

Ao analisar a carta de I Coríntios nos capítulos 7.1ss (casamento e virgindade), 11.2ss (cabelo das mulheres) e 14.33ss (mulheres caladas na assembleia) com mais intensidade, pode-se concluir que um número considerável de mulheres, pertenceu a comunidade coríntia. No entanto, Ekkehard W. Stegemann e Wolfgang Stegemann em sua obra, afirmam que, a grande maioria das mulheres citadas por Paulo, ao que tudo indica, “é não-casada”. Mas há de considerar uma preocupação preconceituosa em relação às mulheres casadas no capítulo 14.33b-35 [1], pois no capítulo 11, quando solteiras, elas têm total liberdade no culto. Por outro lado, (cap.14) a mulher casada deve permanecer calada na assembleia.

Crossan, além de considerar o trecho do capítulo 14 uma inserção, o autor também compreende que a liderança feminina foi “cruelmente denegrida com a finalidade de instituir o controle exclusivamente masculino das assembleias cristãs”. Se por um lado, no capítulo 11.2-16 a mulher (solteira) poderia orar e profetizar, no capítulo 14.33b-35 elas, as casadas, deveriam permanecer caladas. Se tivessem dúvidas, deveriam perguntar ao marido em casa, portanto, uma posição muito preconceituosa em relação às mulheres.

Carlos Mesters advoga que é preciso fazer um equilíbrio entre os quatro textos que tem levantado diferentes opiniões: I Co 11.2-16; I Co 14.34-35; Ef 5.21-24 e I Tm2.9-15 (I Timóteo datado no final do primeiro século) que, para o autor, é “o resumo das palavras de Paulo contrárias à participação da mulher” [2]; com outros textos que enfatizam a participação da mulher na comunidade, como por exemplo, Priscila, Maria, Júnia, Trifena e Trifosa, a “querida Pérsida” (Rm 15.12), Júlia e “sua irmã”, Olímpias entre outras. Mesters considera que “as palavras duras de Paulo, contrárias à participação da mulher, não podem ser interpretadas como um ensinamento geral, válido para todos os tempos e situações”.

Nas cartas paulinas as mulheres são mencionadas várias vezes por Paulo (Rm 16), algumas delas podendo ser identificadas como judias, por exemplo, Priscila, Herodiana e Júnia (Rm16.3,7,11) ou de um modo mais genérico, mas elas estão ali, no meio das comunidades do I Séc.. Essas mulheres são lembradas por Paulo, entre outros, escravos e escravas ou aos demais membros de uma economia doméstica (Rm 16.11). A mulher Apóstolo.

Ser apóstolo, segundo a Epístola aos Romanos, não era difícil, e uma mulher poderia alcançar este status. O Novo Testamento indica somente Júnia, que é judia, considerada sob o título de “apóstolo” (Rm16.7). É verdade que muitos estudiosos interpretam “Júnia” ser “Júnias”, isto é, um homem, pois seu nome é “grafado em grego no acusativo, Junian. Por causa disso, o nome passou a ser identificado como masculino – argumentava-se que Junian era o caso do acusativo do nome masculino Junia (nu)s” [3]. Paulo a considera juntamente com Andrônico seus parentes e companheiros de prisão, como apóstolos exímios que o precederam na fé em Cristo.

Em relação à Júnia, Fiorenza afirma que tanto Andrônico como Júnia, realizam todos os critérios para um verdadeiro apostolado e, eram apóstolos mesmo antes de Paulo [4]. Duncan Alexander Reily afirma que um dos comentários mais antigos que apontam ser Júnia uma mulher, está o de Crisóstomo que, “na sua homilia nº XXXI fala com entusiasmo de Júnia e Andrônico”.

A- As mulheres cooperadoras na missão

Com o conceito de Synergós, companheiro(a) de trabalho, colaborador(a), Paulo cita as pessoas que corroboravam com ele na propagação do evangelho. Tanto é verdade que Priscila e Áquila, além de serem mencionados nas Cartas Paulinas de Coríntios e Romanos, também são mencionados nas Cartas Deutero-Paulinas de II Timóteo e Atos, ou seja, 40 ou 50 anos mais tarde. Priscila ou Prisca foi uma mulher que desempenhou um papel missionário importante do lado de Paulo, juntamente com Áquila, seu marido. Prisca precedeu a Paulo no trabalho missionário, colaborou com ele, mas, sem ficar subordinada [5]. Nas Epístolas há, ainda, menção escassa de outros casais missionários como Filólogo e Júlia, e Nereu e sua irmã (Rm 16.7). Mas, há mulheres, como Febe, que são aludidas sem nenhum homem como: Maria, Trifena, Trifosa e Pérside (Rm 16. 6,12).

Essas mulheres são consideradas por Crossan, como “as mulheres que realizaram uma difícil missão”, pois a expressão grega usada por Paulo para designar atividades apostólicas especiais é kopiao, que tem o significado de “trabalhar com empenho exaustivo”. Nesse sentido, Paulo emprega o termo grego duas vezes para si mesmo em Gl 4.11 e I Co 15.10, e quatro vezes em Romanos exclusivamente para as mulheres: Maria, Trifena, Trifosa e Pérside. Tudo indica que essas mulheres colaboraram exaustivamente com a missão.

B- As mulheres na assembleia

A participação das mulheres na assembleia parece acontecer mais na comunidade de Corinto. Elas do mesmo modo oravam e profetizavam nas reuniões da comunidade (ver o item “o papel das mulheres na Ekklesía de Corinto” com mais profundidade), além da participação na glossolalia e sua interpretação e, no orar ou cantar de salmos (I Cor 14.2,26). Para Stegemann, a participação de mulheres na função de liderança, era também a forma comunitária da Ekklesía, equivalente à economia doméstica antiga. Essa função de liderança, segundo os pesquisadores Stegemann, atingiu seu ápice quando “no séc. III d.C. as comunidades cristãs pararam de reunir-se em casas e começaram a reunir-se na esfera pública, na polis”.

Em Corinto, Paulo discute normas culturais aceitas referentes ao cabelo (11.13-15) e adorno da cabeça da mulher em público (11.5-6), como afirma Elliott, “não porque quer impor seus próprios padrões culturais (judaicos? gregos? romanos?) às mulheres coríntias, mas para estabelecer um princípio que considera basicamente incontroverso”, pois estes costumes trazem honra ou desonra para a “cabeça” social da pessoa.

Este estudo é parte integrante do trabalho de Conclusão de Curso da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista apresentado por José Geraldo Magalhães Júnior. Todos os direitos reservados.
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Notas:

[1] Este texto é considerado por muitos exegetas uma interpolação, além de ser um texto mais antigo. Por essa       razão a mulher deveria permanecer calada na Assembléia, em caso de dúvidas que questionasse seu marido em casa.

[2] MESTERS, Carlos. Paulo Apóstolo um trabalhador que anuncia o Evangelho. São Paulo, SP. Paulus, 11ª Ed. 2008. p.96 a 105. Mesters considera o trecho do capítulo 14.34-35 como autêntico. Por essa razão, o autor leva em consideração que é preciso considerar que Paulo “sofreu críticas por partes das comunidades conservadoras (I Co 11.16 e 14.36-38). Por isso, naqueles quatro textos [I Co 11.2-16; II Co 14.34-35; Ef 5.21-24 e I Tm2.9-15] ele estaria pedindo moderação às mais apressadas”. Mesters quis dizer que o exagero de algumas mulheres poderia colocar em risco o processo de abertura à participação das mulheres dentro da comunidade. p.105.

[3] CROSSAN, John Dominic, 2007. “Em busca de Paulo...” p.114. Para a tristeza dos que defendem essa tese, Crossan defende que há mais de 250 casos na antigüidade do emprego do nome Júnia para as mulheres e, nunca o uso da mesma forma (Júnia) como abreviação para o nome masculino Junianus. “O problema, naturalmente surgiu, por causa da saudação calorosa de Paulo para os dois membros desse casal e, especialmente, para a mulher, Júnia”.

[4] FIORENZA, 1992, “As origens Cristãs a partir da mulher...” p.206. Reily aponta em sua obra: REILY, Duncan A.. Ministérios femininos em perspectiva histórica. 2ª Ed. Campinas, CEBEP; São Bernardo do Campo, EDITEO, 1997. p.37  que “discípulas e discípulos foram designados como membros do movimento de Jesus”. Nesse sentido, é o texto de Atos 9.36: “E havia em Jope uma discípula (mathétria) chamada Tabita...”. O destaque dado a Tabita ou Dorcas sugere que ela exercia real liderança na congregação de Jope.

[5] Ao pesquisar os textos que aparece Prisca e Áquila, constatamos que o nome de Prisca é mencionado sete vezes, juntamente com o marido, das quais quatro vezes é nomeada em primeiro lugar (1 Cor 16.19; Rm 16.2-5; 2 Tm 4.19; At 18.18; 26). Pelas indicações dos trechos, Prisca foi missionária separada e mais conhecida do que Áquila. Parece, inclusive, segundo Atos dos Apóstolos 18.26, que era doutrinada, porque interveio no ensino cristão de Apolo, que é apresentado no segmento como homem culto. Isso evidencia que ela desempenhou um papel importante na comunidade. No discurso de Fiorenza, contrariando essa posição, a autora defende que Prisca é reduzida à “dona de casa de Áquila e conseqüentemente esquecida” FIORENZA, 1992, “As origens Cristãs a partir da mulher...” p.209.
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